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domingo, 28 de setembro de 2014

Deu fome: Veja quais são os lanches servidos em escolas de 17 países

Você ia a uma escola que oferecia lanchinho ou carregava sua lancheira todos os dias a caminho do colégio? Independente de qual seja a sua resposta, você lembra que tipo de alimento comia na hora do intervalo? A verdade é que os lanches servidos em diversas escolas mudam muito, principalmente quando falamos de países distintos. A seguir, confira algumas refeições oferecidas em escolas de nacionalidades diferentes:

1 – República Checa


2 – Singapura


3 – França


4 – Equador


5 – Mali


6 – Indonésia


7 – Japão


8 – Argentina


9 – Paquistão


10 – Espanha


11 – Brasil


12 – Suécia


13 – Coreia do Sul


14 – Israel


15 – Inglaterra


16 – Ucrânia


17 – Escola alemã em Shangai, na China

 


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O que de pior pode acontecer com uma panela de pressão?


O que de pior pode acontecer com uma panela de pressão?


As panelas de pressão estão presentes em quase todas as cozinhas e por mais que nós estejamos cientes do possível perigo que elas representam, elas não deixam de marcar presença nesses ambientes – e, em alguns casos, é realmente preciso fazer uso desse tipo de panela, enquanto em outros ela é dispensável. Não é exagero dizer que esses utensílios podem se transformar em verdadeiras bombas caseiras (raro, porém verdade), então todo cuidado é pouco.
Em primeiro lugar, se as panelas de pressão não estão vedadas corretamente, a água do que quer que esteja cozinhando lá dentro pode ser espirrada para fora devido ao calor interno do utensílio, o que pode causar sérios problemas em quem estiver por perto. A água entra em ebulição a 100 ºC, porém, no interior vedado do objeto, não há como isso ocorrer, sendo que as temperaturas sobem muito mais e em pouco tempo.
Se você desativar as válvulas de segurança das panelas (algo que jamais deve ser feito!), também é possível que outras coisas desagradáveis aconteçam, já que pressões mais perigosas podem ser atingidas – é claro que esses acontecimentos também dependem do tipo de utensílio que você possui. Para ver um experimento escolar em que uma panela de pressão explode de verdade, veja o vídeo abaixo:
 









Quando as válvulas possuem algum defeito de fabricação ou estragam devido ao tempo de uso, a pressão interna da panela se elevará imensamente, já que não há vazão para todo esse calor.
Desse modo, temperaturas e forças capazes de romper as paredes da panela são originadas, fazendo com que o objeto exploda. Sendo assim, jatos de água fervendo são expelidos para todos os lados, além, é claro, de pedaços de panela (que podem até matar alguém com o grau de força que atingem). Então você já sabe, fique atento aos procedimentos de segurança e verifique se sua panela está em bom estado regularmente.


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O que você sabe sobre o Cazaquistão?



O que você sabe sobre o Cazaquistão? 

Esse país da Ásia Central não é muito conhecido por nós, apesar de ser bem grande e influente nas regiões vizinhas. Ele se dissolveu da União Soviética em 1991, tornando-se verdadeiramente independente – então é um país relativamente novo.
Por possuir um território vasto, as paisagens que encontramos no Cazaquistão são bem variadas, com campos verdejantes, montanhas repletas de neve, colinas rochosas, pequenas vilas isoladas e, aparentemente, muitas tempestades. No vídeo (que pode ser assistido em 4K) produzido por Wanho Lim, podemos ver em time lapse alguns desses locais, inclusive o céu estrelado em pleno movimento enquanto nosso mundo está orbitando o Sol.

 

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sábado, 27 de setembro de 2014

Não entendo nada... Carlos Donizeti (DA)








Não entendo nada... O que haveria eu de entender, não entendo nada... Aliás, nem sei por que estou aqui, usando por um breve espaço de tempo este chão... O que entende os médicos, eles não entendem nada, será que sabem retornar os que já morreram, eles não sabem... Às vezes quando me levanto da cama simplesmente já é um motivo de alegria de estar vivo... Estudo para nada, simplesmente para colocar coisas dentro de uma caixa... Para sair, ou ir ao centro da cidade e comer cachorro quente... De que me vale os diplomas e os méritos são alimentos das traças e estão aos montes empilhados na estante... Na caverna que eu vivia, muitos ainda estão lá e poucos ganharam a liberdade... Isso sei que sou, Não sou gente, somente uma caricatura... Ou um projeto de uma criatura... Tenho uma cabeça grande... E um coração imenso... Sou do sol e agreste farinha, rapadura, feijão e pilão... Um pó na terra, que é levado ao vento. 
Carlos Donizeti (DA)






sexta-feira, 26 de setembro de 2014

OS "CAUSOS" DO ZÉ MANÉ!! O VELÓRIO DE DONA ZEQUINHA

OS "CAUSOS" DO ZÉ MANÉ!!


Lá vem o caipira mais louco de Saquarema:ZÉ MANÉ!!!! Era para ser um velório de uma amiga querida mas se tratando do Zé é lógico que rolou confusão e daquelas!!!!!!!!!!!
CLIQUE PARA OUVIR E SE DIVERTIR COM BOAS GARGALHADAS!

IMTERROMPIDOS por Danka Maia






Eu Sou Assim!
Quando Leopoldo segurou firme no queixo da filha e a advertiu ensinando saber se impor diante da vida e das pessoas com aquela frase, jamais imaginou até onde o impacto de tal menção iria na mente prodigiosa  da então pequena Greta de apenas nove anos de idade.
_Diga sempre e não abra mão disto: "Eu Sou Assim!", e ponto. Entendeu querida?- piscando em seguida e permitindo que  se ausentasse com a cabeça erguida e a personalidade marcante que encantava os estranhos,que era odiada pelos parentes, invejada pelos conhecidos e o agente enlouquecedor de sua mãe, Amara.
Greta era filha única de um chaveiro e uma dona de casa que se aventurava em pequenas costuras para aumentar o orçamento da família e tentar assim, pagar as aulas de balé que a mãe almejava e ela tanto detestava.
_Filha, pelo amor de Deus se aquiete! Como vou prender este cabelo num coque com você se retorcendo deste jeito?- pondera Amara numa verdadeira guerra para arrumar sua criança para mais uma aula.
_Eu odeio essa aula! Odeio aquela professora! Odeio essas coisas!- tentando se desvencilhar da meia calça tom de chá e do collant em seu módico corpo.
_Escute aqui, - a sacudiu pelos ombros a mãe.- Quer  dizer que me mato naquelas costuras até as três da manhã  por nada? Em vão? Você não é capaz de por uma vez se quer parar e pensar que a mamãe faça todo esforço porque é importante para mim te dar uma boa educação?- Com um tom severo, mas não intimidante o bastante para fazer a menina se impor.
_EU SOU ASSIM!- Gritou deixando Amara perplexa e sem chão, mas n o ímpeto de agir como mãe para defender sua autoridade e hierarquia desfechou um tapa em cheio no rosto da garota seguido de um olhar angustiado pelo ato desatinado.-_Como pode Greta?
_Eu sou assim mamãe, sinto muito.- Deixando o traço forte da expressão na face  de que a idade pouco importava para ela.Sua personalidade era intensamente forte e latente.
_Termine de se arrumar!-  Amara deu ordem na esperança que a filha se movesse, no entanto, isto não ocorreu._ Não ouviu? Está surda agora?
_Não irei a aula do seu balé hoje, nem amanhã, nem depois da manhã, nem nunca mais mamãe.
_Eu sou sua mãe, e estou te dando uma ordem expressa!- revidou.
_Eu sou assim mamãe!- replicou outra vez serenamente. Apavorada com a relutância da garota, Amara ousou indagar:
_Assim como Greta?- pegando pelo braço com força.
_Assim, de um jeito que a senhora nunca vai gostar. - com os grandes olhos verdes impetrantes no semblante doce da genitora.
Houve silêncio.
Amara  percorreu alguns passos com as mãos flexionadas pelo peito, o rosto perdeu a cor, era visível que algo havia  passado dos limites.Notando que alguma coisa  acontecia no semblante e gestos da mãe tentou ajuda-la:
_Mamãe?
_Vá para seu quarto!- berrou arrumando forças. - Agora!
A menina obedeceu. E assim que virou as costas subindo a escada de madeira que dava para o segundo pavimento da casa, no terceiro degrau escutou um som estarrecedor. Volveu e seus olhos deparou-se com o corpo de Amara ao chão. Chamou por algumas vezes e vendo que não obtinha resposta decidiu correr até a casa do avô paterno que morava a algumas quadras dali  e único parente próximo em busca de socorro para mãe.
Durante o trajeto, corria como uma flecha, arrancou os sapatos ajeitando-os nas mãos e em sua mente somente uma frase perpetuava:
_Eu sou assim, vou conseguir ajudar mamãe!
Greta percorreu quase dois quilômetros em menos de dez minutos. Suas passadas eram largas, angustiantes e céleres. Semelhava como o livro que  lia na época onde uma pequena guerreira indígena cursava afligida em busca de seu xamã que poderia facilmente com algumas ervas e cânticos resolver toda aquela questão.
Contudo, Greta não era uma guerreira indígena, não havia um xamã poderoso em sua história, e inda que tenha dado o sangue literalmente em busca de auxilio para Amara, uma vez que um corte fundo se deu num de seus pés devido à estrada batida e a veloz corrida, tudo que a menina conseguiu ouvir naquela tarde de Abril em Saquarema de um homem de jaleco branco e uma pequena maleta foi:
_Sinto muito minha criança, sua mãe está morta.
Durante o funeral de Amara por mais que alguns incansavelmente a confortassem, ora com palavras ora com carinhos, ela e tão somente ela,Greta, sabia o que desencadeou a morte de sua mãe. A culpa é o sentimento mais pesado do mundo porque simplesmente te obriga carrega-la independente de que você esteja ou não preparado para ela. E inda que fosse uma mocinha de nove anos,na alma  era tão velha quanto os livros avelhantados que lia tão desesperadamente atrás da palavra que a mais seduzia: Conhecimento.
_Não fique assim. - o afago de Leopoldo deslizou em seu rosto onde jazia no balanço com lágrimas que molhavam o vestido de renda que Amara copiara de uma das revistas de suas clientes e juntado meses para comprar o majestoso vestido.-Onde quer que sua mãe esteja,e ela está bem,não vai gostar de vê-la desse modo.
Ela ergueu-se do brinquedo e abraçou fortemente confessando:
_Fui eu quem a matei papai.
Leopoldo tentou sorrir sem êxito. Os enfrentamentos entre as duas eram corriqueiros. Amara e Greta eram água e óleo. E ele compreendia que aquilo ininterruptamente seria daquele jeito. A esposa não conseguia ver o brilhantismo da mente extraordinária e ágil da filha se não fosse como uma ameaça aos seus devaneios maternos de ter uma simples afável menina prendada e de boa educação. Conversas e mais conversas existiram entre o casal sobre a questão, e Amara julgava que o incentivo que Leopoldo dava a filha era abeira do insano. Do mesmo modo, que  haviam decidido ocultar da garota os problemas cardíacos da mãe.Amara tinha receio que isto afetasse o desempenho de Greta na escola, balé e nas iniciantes aulas de piano que conseguira barganhar em prol de vestidos feitos até o infinito com a Professora húngara Brigite Dacor.Embora Greta fosse intensamente inflexível em defender seus pontos de vistas e opiniões, o amor pela mãe era algo incondicional ao jeito dela.E este é o segredo da vida,compreender o modo como somos amados nem sempre será como almejamos sermos amados.
_Escute...- Mais uma vez a tocando pelo queixo.- A morte de sua mãe foi algo inevitável.Ela estava doente e não quis que soubesse para não preocupa-la.
_Mas papai, o senhor não estava lá...- proferiu entre soluços enquanto limpava os olhos avermelhados.
_Você jamais seria capaz de provocar a morte de sua mãe, Greta.Preciso que entenda e aceite isto, as vezes a vida nos reserva surpresas não tão lindas ou belas como as dos livros que tanto ama.
_Eu amava mamãe. Só não podia ser como ela pensou. - admitindo.
_Ela sabe disto, sempre soube. O importante é que enquanto esteve contigo, pode falar aos quatro cantos do mundo,eu tive uma grande mãe.- Beijando-a na testa e indo cumprimentar outros conhecidos que chegavam.Refletindo as palavras do pai, e olhando o sol se por no horizonte, Greta  se autoconfidenciou:
_Pena que mamãe não poderá dizer o mesmo. Talvez este seja a maior lição que  tenha me deixado.Não sirvo muito para isso,não soube ser filha,jamais  saberei ser mãe.



A Profissional




   


        O imenso telão de cinema foi aberto para os slides onde a Doutora e PHD Greta Lemos discorria com extrema facilidade o assunto que devotou a sua vida durante anos a finco: O desaparecimento de pessoas. Dentro deste Universo paralelo onde pouco se fala ou se produz, onde tudo não passa na maioria das vezes de meras especulações, ela era consideram um tipo de celebridade no seguimento, sendo inclusive diversas vezes chamadas para juntar-se a equipes de outros países, e desvendar casos perdidos trazendo entes queridos aos seus familiares.


_Vejam senhores. - disse num tom imperativo numa sala onde cerca de trezentos outros investigadores disputaram para ouvi-la naquela manhã.

- 1. Os príncipes da Torre de Londres- Ano: 1483


Já que falaremos de casos inexplicáveis, nada melhor do que começar a conversa com um enigma que se delonga há quase 600 anos. O desaparecimento dos dois filhos do Rei Eduardo IV da Inglaterra intriga o mundo desde o século 15. Após da morte do monarca, seu filho, Eduardo V, que então tinha 12 anos, seria o sucessor do trono. Entretanto, para quem é fã de Game of Thrones, -sorriu ironizando- o que aconteceu depois não é surpresa: o irmão de Eduardo, Ricardo de Gloucester, fez com que o Parlamento alegasse bastardos os filhos do rei. E, portanto, o usurpador chegou ao trono e virou Ricardo III. Além de roubar a coroa, o tio perverso prendeu os jovens irmãos na Torre de Londres. Depois disso, eles jamais mais foram vistos – e até hoje não se sabe ao certo que fim foi lhes imputado. Em 1674, dois esqueletos, provavelmente dos herdeiros destronados, foram descobertos no castelo.
Um dos expectadores ergue a mão pedindo a palavra logo atendida pela Investigadora.
_Mas Doutora Lemos, não seria este um caso familiar, afinal de contas,pelo que entendi, o tio agiu por mero interesse,porém dentro da esfera familiar, o que descaracteriza o crime de desaparecimento.
Greta caminhou até o meio do salão pondo sua sombra refletida no projetor aproximou do rapaz lendo o crachá de identificação onde jazia seu nome, sorriu e objetou:
    _Meu caro senhor Freitas, são pensamentos semelhantes aos seus que me impedem de fazer o meu trabalho. Primeiro não existe crime de desaparecimento, segundo Convenção Interamericana Sobre o Desaparecimento Forçado de Pessoas Adaptada en Belém do Pará, Brasil, em Nove de junho de 1994, no vigésimo quarto período ordinário das sessões da Assembleia Geral, desaparecimento só será considerado crime, e neste caso será intitulado de sequestro ou cárcere privado, o que caracteriza o desaparecimento forçado de pessoas; A mesma Convenção Interamericana que deu como a obrigatoriedade do estado brasileiro de legislar. Este artigo aborda sobre a eficácia da Convenção Interamericana sobre o Desaparecimento Forçado de Pessoas em nosso ordenamento jurídico, comparando com a eficácia que possui em outros países latino-americanos e apresentando pontos em que o Estado brasileiro foi alvo de criticas e o que o Brasil tem feio para atender o compromisso assumido por causa do tratado, bem como a criminalização do Desaparecimento Forçado de Pessoas, seguindo o modelo dos demais países latino-americanos em que tal conduta já é criminalizada por força desta referida convenção. Este artigo também aborda sobre a pressão internacional que o Estado brasileiro tem sofrido em razão de sua condenação no caso “Guerrilha do Araguaia” na Corte Interamericana de Direitos Humanos, que intensificou a pressão sobre o Brasil para a solução de centenas de desaparecimentos realizados por agentes do regime militar brasileiro, durante sua vigência no país. Portanto, senhor Freitas, o que temos aqui é mais um caso político que foi maquiado por uma conjuntura familiar para atender os interesses do sujeitinho em questão. E acredite isto acontece muito mais do que vossa senhoria pode supor. - dando-lhe as costas.
_A senhora está dizendo que as pessoas desaparecem porque existe uma probabilidade de um agente mais amplo do que aquilo que supomos?- investigou ajeitando a lapela do terno.
Greta virou-se e rebateu:
_Não. Estou afirmando que ininterruptamente há um agente muito mais amplo do que está aparente saltando aos nossos olhos e cabe a nós descobrirmos quem é e uma vez feito isto, digo que certamente teremos o caso resolvido. - Voltando a caminhar par o seu lugar. - Próximos casos!



2. Louis Le Prince-Ano: 1890





Quem sabe um pouquinho sobre história do cinema com certeza já ouviu discorrer dos desbravadores Thomas Edison e irmãos Lumière, contudo, muito possivelmente, desconhece a existência de Louis Le Prince. O francês, por muitos anos deixado fora dos livros, é hoje creditado como o “Pai da Cinematografia”. Utilizando uma câmera de lente única e uma película de papel, Le Prince filmou as primeiras sequências de imagens em movimento em 1888, três anos antes de Auguste e Louis Lumière realizarem seu primeiro filme. Mas Le Prince desapareceu antes de conseguir apresentar publicamente seu trabalho: em 1890, o pioneiro do cinema embarcou em um trem na cidade de Dijon, na França, rumo à Paris, e nunca mais foi visto.
Todos se entreolharam com certa proeminência aflitiva.



3. Percy Fawcett-Ano: 1925
Arqueólogo e explorador, o britânico Percy Fawcett começou a fazer expedições na América do Sul em 1906. Seu destino era a Amazônia brasileira. Depois disso, Fawcett se aventurou em outras sete expedições pelo continente. Em 1925, o arqueólogo partiu para a Serra do Roncador, em Barra do Garças, no estado do Mato Grosso, com um objetivo inusitado: encontrar “Z”, uma cidade perdida sobre a qual havia escutado diversas lendas. Só que nem a cidade, nem o explorador foram encontrados. Percy e seu filho Jack, que o acompanhou na viagem, simplesmente desapareceram misteriosamente na região do Alto Xingu.
_Isto se deu aqui no Brasil?- deixou escapar uma jovem cuja presença tornou-se ressaltante de olhares reprovativos diante do que mencionara. Greta tão somente ignorou o fato.



4. Agatha Christie-Ano: 1926
Este caso deixaria Hercule Poirot bastante intrigado. A criatura descobrir onde estava seu criador? Agatha Christie, criadora do famoso detetive belga e autora de mais de oitenta obras de suspense, desapareceu misteriosamente em 1926. Seu sumiço incidiu pouco depois da escritora britânica expor que seu marido, Archie, estava tendo um caso e queria o divórcio. Se fosse uma obra da ficção, o marido certamente levaria a culpa, mas na vida real a história foi bem diferente. Onze dias depois, Agatha foi avistada em um hotel em Yorkshire. Pois é, A Rainha do Crime optou manter o mistério e jamais elucidou o movedor de seu desaparecimento. Até um livro foi escrito sobre o episódio: “Agatha Christie e os onze dias perdidos”, Jade Cade tenta desvendar o caso conversando com pessoas próximas da escritora. Entretanto a verdade é que Christie levou esse segredo para o túmulo.Uma ironia do destino, a Dama do suspense esvanecer sem rastro e sem permitir que o caso fosse desvendado.



5. Walter Collins-Ano: 1928







O pequeno Walter Collins tinha apenas nove anos quando evanesceu de sua casa, em Los Angeles. O caso ganhou as manchetes e a busca da polícia era retratada como um grande fiasco. A pressão pública aumentava até que, cinco meses depois do desaparecimento, um garoto identificado como Walter foi encontrado no estado de Illinois. Para melhorar a imagem do Departamento de Polícia, a reunião entre mãe e filho foi transformada em um evento para a imprensa, com garantia de lágrimas, abraços e pose para a foto. O problema foi que, ao chegar lá, Christine, a mãe do garoto, apontou um pequeno problema: aquele não era o filho dela. Fuén.O que seria somente mais um fiasco para a polícia, se transformou em um caso surreal: o encarregado pelo caso, Capitão J. J. Jones, sugeriu que Christine levasse o garoto para casa de todo jeito, “só para ter certeza”. Quando Christine insistiu que o garoto não era seu filho, ao invés de admitir a confusão, a polícia escolheu interná-la em um hospital psiquiátrico! Christine só foi solta quando o garoto admitiu ter mentido – seu nome real era Arthur Hutchins Jr., de 12 anos. O caso absurdo inspirou, em 2008, o filme A Troca, dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Angelina Jolie. Foi descoberto depois que o Walter de verdade foi uma das vítimas da série de sequestros e assassinatos conhecidos como “Wineville Chicken Murders”.É a arte imitando a vida nobres colegas.



6. Amelia Earhart-Ano: 1937
Amelia Earhart merecia o título de Rainha dos Ares. Primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico, ao longo de sua carreira nas alturas empilhou recordes e participou ativamente no incentivo à formação de novas pilotos, além de ter sido importante defensora dos direitos das mulheres. Foi ao tentar estabelecer um novo marco que a pioneira da aviação desapareceu no oceano Pacífico: seu objetivo era conduzir, junto de Fred Noonan, o mais longo voo de volta ao mundo, que seguiria a rota equatorial, completando um percurso de 47 mil quilômetros. Mas algo deu errado: a comunicação pelo rádio falhou e Earhart nunca chegou à Ilha de Howland, destino da aviadora. O caso permanece misterioso já que, até o dia de hoje, nem a aeronave e nem os ocupantes foram encontrados.



7. Antoine de Saint-Exupéry-Ano: 1944
Você com certeza sabe que “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, porém talvez não saiba que, além de escritor, o francês Antoine de Saint-Exupéry era aviador. O pai d’o Pequeno Príncipe trabalhou em rotas de correio aéreo na Europa, África e América do Sul até a Segunda Guerra Mundial, quando se juntou à Força Aérea Francesa. Em 1944, Saint-Exupéry partiu para uma missão de reconhecimento em um território francês ocupado por alemães. Para o choque de todo o mundo, o escritor desapareceu sem deixar traços. Foi somente em 1998 que um bracelete com seu nome foi encontrado por um pescador. Em 2004 foi confirmado que os restos do avião Lockheed F-5B, encontrados em 2000, pertenciam à aeronave que Saint-Exupéry pilotava.



8. As crianças Beaumont-Ano: 1966
Um simples passeio resultou na maior investigação policial da Austrália. Os irmãos Beaumont, Jane Nartare, de 9 anos, Arnna Kathleen, de 7, e Grant Ellis, de 4, desapareceram no dia 26 de janeiro de 1966. Naquele dia, foram desacompanhados até uma praia e nunca mais voltaram. Durante um ano, relatos de pessoas que diziam terem avistado as crianças juntas de um homem mantiveram o caso em evidência. Mesmo sem qualquer pista sobre o paradeiro dos Beaumont, a investigação se estendeu por 40 anos e pode ser, em breve, levada para o cinema.



9. Oscar Zeta Acosta-Ano: 1974
Oscar Zeta Acosta foi um advogado americano, um ativista e um personagem da vida real. Talvez você nunca tenha ouvido seu nome, todavia, se for fã do jornalista e escritor Hunter S. Thompson, provavelmente o conhece como “Dr. Gonzo”. Foi ao lado de Oscar que Thompson partiu em uma na viagem em busca do Sonho Americano – usando um bocado de drogas para isso. A aventura foi imortalizada no livro Medo e Delírio em Las Vegas (na adaptação cinematográfica de 1998, Oscar é vivido por Benicio Del Toro). A vida emocionante do Dr. Gonzo acabou resultando em uma história com final incerto: em uma viagem para o México, em maio de 1974, o advogado desapareceu. Seu paradeiro continua sendo desconhecido.





10. Eliza Samudio-Ano: 2010
Denúncias de agressões, desentendimentos públicos, um sequestro. Eliza Samudio desapareceu misteriosamente em 2010 e o caso se tornou manchete até fora do Brasil. Apesar das histórias contraditórias de seu ex-namorado e pai de seu filho, o goleiro Bruno Fernandes, e de seus amigos Bola e Macarrão, as investigações concluíram que a jovem está morta – mas o corpo de Eliza nunca foi encontrado. Com o caso ainda aberto, já que os acusados estão sendo julgados separadamente, esta novela ainda tem alguns capítulos que podem explicar o desaparecimento ou deixar o mistério no ar por muito mais tempo.






Madeleine McCann-Ano: 2007
As férias de uma família britânica em Portugal ganharam inesperado ar de suspense em 2007. Numa noite de sábado, Kate e Gerry McCann deixaram seus três filhos, Madelaine e seus irmãos gêmeos, de dois anos, sozinhos no apartamento alugado enquanto jantavam em um restaurante próximo. Ao voltarem, a surpresa: a pequena garota havia desaparecido. O caso repercutiu rapidamente. Na madrugada do dia 4 de maio, poucas horas depois dos pais perceberem o sumiço, o jornal britânico The Telegraph já anunciava: “Garota de três anos pode ter sido sequestrada em Portugal”. A rapidez com que o caso foi parar nas manchetes de todo o mundo – e prolongada cobertura dada à investigação – não fez com que a busca pela pequena inglesa corresse melhor. Passados seis anos desde o seu desaparecimento, ainda não se tem notícias do paradeiro da garota.
Um homem de aproximadamente quarenta anos, leve calvície pediu consentimento e a questionou:
_Doutora, sou um mero fã de seu trabalho e de sua paixão pelo seu trabalho como tantos e os demais que aqui estão, no entanto, permita-me...- batendo as pontas do dedo indicador ao polegar como se fosse um tique nervoso.- A senhora realmente acredita que em todos esses casos aqui apresentados há uma razão maior? Não poderia nenhum deles, nenhum se quer ser uma fatalidade do acaso? Do Destino? - especulação que a deixou irritada.
_Destino? Como se chama cavalheiro?
_Lima. Lúcio Lima, Coordenador responsável pela Divisão de...
_Sua patente para mim é completamente dispensável senhor Lima. - o atropelando como um trator.- Essas pessoas que aqui foram citadas, assim como aquelas cujos parentes desesperados  lidamos diariamente em nossas divisões, não foram meramente afetadas pelo destino,pela sina, ou seja lá como queira chama-lo.Foram todas INTERROMPIDAS!- Bradou. - Tiveram arrancados de si o direito de prosseguir. Não passam de interrompidos, e desaparecer foi à palavra que o destino usou para se justificar. Afinal de contas, é necessário mencionar algo a família dessas pessoas, não é verdade?- sendo talhante.
_Mas Doutora Greta, - outro se pronunciou no canto esquerdo ao fundo. - Eu mesmo já tive nas mãos casos de pessoas que por mais que tenha me empenhado não consegui descobrir seus paradeiros, parecem que simplesmente sumiram da face da Terra!
_E vão assim continuar graças a sua incompetência meu caro colega!- Sem aceitar conjecturas. - Anotem bem isto senhoras e senhores, por trás de todo desaparecimento seja que de natureza for, consecutivamente existirá um motivo, uma razão, um agente que mobilizou a finalidade do desaparecimento. Ninguém some da face do Planeta de um dia para outro, isto não existe! Sempre haverá uma causa!E cabe a sua competência decidir se vai escrever a fatídica frase: "Investigação sobre sigilo Judicial" codinome para: "Não fazemos ideia de onde este indivíduo foi parar", ou se realmente desejam honrar o juramento que fizeram quando entraram para vida policial, ao qual julgo uma boa hora para rememora-lo. “Incorporando-me à Polícia, prometo cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado, respeitar os superiores hierárquicos, e tratar com atenção os irmãos de armas, e com bondade os subordinados; dedicar-me integralmente ao serviço da pátria, cuja honra, integridade, e instituições, defenderei, com o sacrifício da própria vida.” enfatizo a última frase: "...com sacrifício da própria vida."
Todos emudeceram. Satisfeita coma reação, a Doutora desligou o monitor, estalou os dedos para o rapaz responsável para ascender às luzes do recinto, apanhou seus pertencem e despediu com um eloquente:
_Bom dia senhores.
 Partindo em seguida para a porta que dava para o grande corredor acompanhado de seu inseparável companheiro, secretário, amigo, parceiro ou como ela mesma gostava de intitula-lo: "Meu papagaio de pirata".
_ O que foi aquilo lá dentro mulher? - inquiriu o também Doutor Estefano Rossi.
_Alguém tem que por esse bando de almofadinha nos eixos Rossi, que seja eu, por mim tudo bem. Estou farta desses achismos!
_Pretendo morrer seu amigo. - gargalhou Rossi.
_No seu lugar faria o mesmo.- reafirmando com um riso no canto dos lábios.
Foi quando Rossi descontinuou os passos chamando a atenção da parceira.
_O que foi?- indagou Greta.
_Não quero bancar o intransigente, mas cá entre nós, acredita mesmo que nenhum de todos os casos já estudados incluo principalmente os do Canadá, uma explicação sobrenatural é teoricamente plausível.- coçando a cabeça sem saber o que lhe adviria.
_Do Canadá? Sério?- ela ironizou.
_Pelo amor de Deus Greta! Uma vila inteira?- abrindo os braços voltando a segui-la.-
_Você releu o caso e o estudo como indiquei?- olhando qual seria sua próxima tarefa.
_Claro!- exclamou o afoito investigador pondo-se a ler desesperado. - Até hoje as autoridades canadenses não foram capazes de resolver esse enigma ou entrar em contato com membros ou descendentes daquela tribo. É praticamente como se ela jamais tivesse existido.
O mistério surgiu em novembro de 1930, quando um caçador de peles valiosas de nome Joe Labelle entrou, caminhando pela neve, na familiar vila de barracas existente nas proximidades do lago Anjikuni, no Canadá encontrado-a completamente deserta.
Somente duas semanas antes, a última vez em que Labelle estivera lá, a vila era um assentamento agitado e cheio de vida, com crianças correndo e fazendo algazarra, velhas carregando roupas, homens carregando madeira e conversando nos alpendres.Agora ao invés das amigáveis saudações de acolhimento, Labelle foi recebido por um silêncio sobrenatural.
Sem encontrar viva alma, o caçador procurou desesperadamente por pistas que o levassem a explicar a situação.
Absolutamente em vão. Os caiaques dos esquimós continuavam ancorados como de costume, suas casas guardavam os artigos essenciais dos habitantes da vila: seus tapetes e rifles. Nas fogueiras apagadas do acampamento, encontravam-se os familiares potes de cozido de carne de cervo congelados, que consistiam no prato rotineiro da tribo.
Tudo estava no lugar certo, com exceção das pessoas.
Era como se a comunidade inteira de duas mil pessoas tivesse deixado subitamente as suas casas no meio de um dia normal.
Mas havia outro detalhe diretamente relacionado à sua ausência: Labelle verificou, profundamente estarrecido, que não havia rastros no chão indicando que as pessoas saíram do acampamento. Tomado por um estranho e mórbido sentimento de terror... - Lemos o interrompeu sarcasticamente:
_ Tomado por um estranho e mórbido sentimento de terror, Rossi? Faça-me o favor!- pisando cada vez célere.
_Queira ou não, irei continuar. -volvendo a leitura do caso.- O caçador dirigiu-se ao escritório telegráfico do distrito mais próximo e alertou a Real Polícia Montada do Canadá.Os mounties nunca tinham ouvido história parecida.Uma expedição foi imediatamente organizada a fim de investigar a vila, sendo também empreendida uma busca ao longo das margens do lago Anjikuni.Não foi possível localizar a tribo perdida e a expedição só serviu para agravar o mistério.Ao chegar no acampamento deserto, os mounties canadenses encontraram duas gélidas provas que insinuavam definitivamente a possibilidade de que houvesse ocorrido um evento sobrenatural.
_ Ha!- Ela gargalhou, mesmo assim não intimidou o parceiro.
_Em primeiro lugar, descobriram que os esquimós não levaram os seus trenós puxados por cachorros, como Joe Labelle afirmou de início. Além disso, as carcaças dos huskies foram encontradas cobertas de neve acumulada pelo vento nas cercanias do acampamento.
Eles morreram de inanição.
Em segundo lugar, e em alguns aspectos o mais inacreditável, foi a descoberta de que  as sepulturas dos ancestrais da tribo haviam sido profanadas e os restos mortais, removidos, ou seja, apenas os humanos, incluindo os mortos foram retirados da tribo.Por quem e por quê? Ninguém sabe.- prosseguia arfante o investigador.-Esses dois fatos deixaram as autoridades perplexas.Os esquimós não poderiam de maneira alguma ter viajado sem um dos seus meios de transporte típicos, os trenós ou os caiaques.E jamais deixariam seus fiéis servos caninos morrerem de uma forma tão lenta e dolorosa.Ainda assim, eles partiram, e os cachorros foram deixados à sorte.
O segundo enigma, as sepulturas abertas, era o bastante para os etnólogos familiarizados com o comportamento da tribo, uma vez que a profanação de tumbas era desconhecida entre os esquimós.
Além disso, o solo estava tão congelado que parecia petrificado e seria impossível escavá-lo à mão.
Como afirmou um oficial Mounty na ocasião: "Esse acontecimento é, de um modo geral, "fisicamente improvável"".
Mais de meio século depois, esse veredito ainda permanece o mesmo, pois nada foi encontrado. O que me diz doutora? - a fitando enquanto ela parou o avaliando.
_Primeiro erro, não deveriam ter mandado um caçador e sim um investigador. Segundo, é óbvio que em virtude do primeiro erro, pistas e evidenciam cruciais do caso foram perdidas e dadas a circunstâncias climáticas jamais recuperadas, o que você sabe tão bem quanto eu, reduz a resolução do caso em cinquenta por cento de chances. Terceiro, o que me permite usara  minha capacidade de dedução a partir do que restou.
_Que seria?
_É lógico que essa gente incomodava alguém muito maior e mais forte que eles. - sorrindo concisa.
_Espera lá, quer me convencer que mãos humanas os tiraram todos de lá com estás evidências? -Greta tinha ao dom de deixar Rossi transtornado.
_O que está sua cabecinha aprendeu de tudo que o ensinei? Pense! Mandar um caçador? Permitir que ele visse apenas aquilo que seria narrado em detalhes a todo resto da população como algo apavorante e sobrenatural, tirando qualquer fungo de evidência do que fatalmente sucedeu aquela gente. È um fato Rossi! Tudo foi armado, metodicamente criado para que essa história fosse tão assombrosa e aparentemente sem pontas soltas, perpetuasse pelos longos dos anos sem jamais permitir que qualquer um ponderasse nada perto do que certamente incidiu e que por incompetência das autoridades locais, possivelmente reféns deste tal "alguém", jamais saberemos o que verdadeiramente ocorreu com esta vila. Ponto!- Abrindo a porta do carro.
 A mentalidade de Greta era além de muito racional extremamente célere. Não podia se ignorar que o ponto de vista dela era sim bem pertinente.
CONTINUA...